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Veneno das Ruas 2 by Marcos

SongGPT
Veneno das Ruas 2 by Marcos - Boombap,Neutral Vocals music cover art

Veneno das Ruas 2

Boombap,Neutral Vocals

0:003:07
Lyrics
Description
[Intro]
Estalo do vinil, metro chiando na estação,
Luz amarela do semáforo, noite e contramão,
Muro da escola com pixo, nome e oração,
Vida dura na esquina, perfume de tensão.
[Verso 1]
Cara de nojo, só porque comem o que querem, mané,
Playboyzin na vitrine, a gente na fé,
Ostentação na fachada, desigualdade à vista,
Mas na rua tem mapa: trilhos, caixa d'água, a pista.
Vivendo o veneno, postura firme, rosto de gelo,
Coração quente, aperto no peito — medo paralelo,
Eles riem do boné, da mochila surrada na palma,
Eu trago a honra no passo, palavra que acalma.
Punchline: na esquina onde a luz quebra, minha rima planta calma.
[Pré-Refrão]
Pixo no muro conta história, tinta que não mente,
Quebra-ondas de infância, som do bonde, lataria quente,
Sem fama, sem Dior, mas com respeito na veia,
A luta diária é canção — a rua não passeia.
[Refrão]
Veneno das ruas, voz que não se cala,
Veneno das ruas, chama que não se apaga.
(Veneno das ruas — voz que não se cala)
(Veneno das ruas — chama que não se apaga)
[Verso 2]
Eu me protejo, quando o playboy vacila, paga o preço,
Não é glamour, é defesa — sobrevivência em endereço,
Corrente de prata na mão, mas o respeito vem do suor,
Na feira, mãe conta as contas, na boca do bebê, calor.
Filhote de urubu bica o freio da nossa história,
Filhote de deputado passa e não olha a memória,
Racista no hall do prédio, sorriso que disfarça dor,
A favela responde com arte: graffiti, verso, suor.
Punchline: o que não cabe na monografia, cabe na nossa cor.
[Pré-Refrão]
Tinta que fala alto, mural que aponta o norte,
Nome de quem partiu escrito ao lado do poste,
Entre becos e vielas, a cultura é farol,
No veneno da vida, a gente acende o sol.
[Bridge]
(Instrumental — 8 compassos: vinil, piano staccato, horn hits)
Som do metrô, sapato no asfalto, boca que reclama,
Ritmo do coração da rua, pulso que progride e inflama.
[Verso 3]
Frieza na cara, alma em brasa, passo firme no tabuleiro,
Cada esquina um memorial, cada rosto um guerreiro,
Eles têm álbum de viagem, nós temos diário no sobe e desce,
A cidade vigia, a praça escuta, o latido não se esquece.
Racista repete o rótulo, mas a favela vira aula,
A raiz não pede permissão — cresce, fala e não se cala.
Punchline final: nossa resistência é tijolo, poesia e bala de palavra.
[Refrão - Final]
Veneno das ruas, voz que não se cala,
Veneno das ruas, chama que não se apaga.
(Veneno das ruas — voz que não se cala)
(Veneno das ruas — chama que não se apaga)
[Outro]
Estalo do vinil, respira a quebrada inteira,
Na batida do boombap, a verdade é bandeira,
Veneno que queima e cura, ferida que se embala,
Na luta constante, nossa voz nunca se cala.