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Tachos e Tachinhos 2 1 by Manel

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Tachos e Tachinhos 2 1 by Manel - trap music cover art

Tachos e Tachinhos 2 1

trap

0:003:08
Lyrics
Description
[Verso 1]
Senhor almirante, vem do mar, vem do nada,
Com a farda bem passada e a palavra ensaiada,
Fala em moderação, em realidade pura,
Mas a verdade escapa-lhe na moldura.
“Extremos são perigosos”, diz com ar de doutor,
Mas fecha os olhos ao teatro, ao farsante eleitor.
Aponta o dedo à raiva, diz que é manipulação,
Enquanto os tachinhos já estão na preparação.
[Refrão]
Mas não me venhas com areia, que os olhos já ardem,
Não se cala quem sente, nem se compram verdades.
Gritam “moderação”, mas só contra um lado,
Do outro fazem silêncio, que é ouro bem guardado.
Tachos e tachinhos — é só mais um joguinho,
Entre fardas e gravatas, vão servindo o mesmíssimo vinho.
Oh coitadinhos, só querem um cantinho,
Mas quando o povo explode, aí já somos bichinhos.
[Verso 2]
“Sou moderado”, diz, mas só quando convém,
Se a indignação é popular, já não lhe fica bem.
Fala como se o povo fosse massa a moldar,
Mas a fome não se esconde com promessas no ar.
Enquanto critica os extremos da margem,
Tolera o centro podre com toda a coragem.
Não é neutral quem decide quem pode gritar,
E quem deve calar-se pra não “radicalizar”.
[Refrão]
Mas não me venhas com areia, que os olhos já ardem,
Não se cala quem sente, nem se compram verdades.
Gritam “moderação”, mas só contra um lado,
Do outro fazem silêncio, que é ouro bem guardado.
Tachos e tachinhos — é só mais um joguinho,
Entre fardas e gravatas, vão servindo o mesmíssimo vinho.
Oh coitadinhos, só querem um cantinho,
Mas quando o povo explode, aí já somos bichinhos.
[Ponte]
E se a revolta assusta, talvez seja sinal,
Que o povo já não compra esse teatro banal.
Chega de conversa redonda, de moral enlatada,
Queremos justiça nua, crua e escancarada.
[Último Refrão]
Não nos calas com discursos de manuais gastos,
Nem com frases bonitas de pensadores falsos.
Gritamos por verdade, sem filtro nem pudor,
Enquanto se escondem atrás do véu do “senhor”.
Tachos e tachinhos — banquetem-se bem,
Mas o povo está atento, e não esquece ninguém.
Oh coitadinhos, a hora vai chegar,
Em que o povo cansado vos vai derrubar.