[Intro – Back Vocals + Efeitos sonoros de vento e tambores]
(Back vocal suave)
"África chora... mas África canta...
Somos profetas da dor... mas também da esperança..."
(Beat entra com kora + flauta em camadas, piano suave, depois boom bap cru com scratch DJ ao estilo anos 90)
[Verso 1]
Profetas da dor, escrevendo nas paredes da favela,
O sangue escorre, mas a fé se mantém bela.
A rua é livro, cada rosto é uma parábola,
O tambor do musseque é escola que consola.
Escariações da alma, cicatriz do tempo,
No batuque escuto gritos no vento.
Povo perdido, mas não sem visão,
A esperança mora na batida do coração.
(Violino entra com arranjo melódico por trás, eco suave de trompete)
[Refrão – Back Vocals em coro espiritual]
Profetas da dor, mas sem medo da estrada,
Carregamos cruz pesada, mas a fé nunca é quebrada.
Na parábola da vida, no batuque do tambor,
Somos voz do silêncio, profetas da dor.
(Efeitos sonoros de correntes quebrando, vozes ecoando “liberdade, liberdade”)
[Verso 2]
No musseque vejo mãe chorar no quintal,
Filho perdido nas ruas, destino brutal.
Mas na filosofia africana, tudo é ciclo,
A dor vira força, o impossível fica rico.
Somos griots do presente, narradores da ferida,
Cicatrizes viram mapas, guias da vida.
Se a face traz marcas, não é sinal de fraqueza,
É tatuagem da guerra, da luta e da firmeza.
(Piano profundo + back vocal feminino suave repetindo “dor... dor... esperança”)
[Refrão – Coro mais forte, com flauta destacada]
Profetas da dor, mas sem medo da estrada,
Carregamos cruz pesada, mas a fé nunca é quebrada.
Na parábola da vida, no batuque do tambor,
Somos voz do silêncio, profetas da dor.
[Verso 3 – Clímax filosófico]
O rosto escariáçado é pergaminho divino,
Cada ruga é capítulo, cada lágrima é hino.
Na língua do Kimbundu, do Umbundu ecoa,
A dor é sagrada, é raiz que abençoa.
Filhos de N’gola, de Mandume, de Zumbi,
A dor não é prisão, é poder que está aqui.
No boom bap raiz, o futuro é anunciado,
Profetas da dor, mas o sonho não tá calado.
(Trompete entra alto, como chamado de guerra espiritual, com scratch final “profetas... profetas da dor”)
[Refrão Final – Todos os Back Vocals + Instrumentos em harmonia]
Profetas da dor, mas sem medo da estrada,
Carregamos cruz pesada, mas a fé nunca é quebrada.
Na parábola da vida, no batuque do tambor,
Somos voz do silêncio, profetas da dor.
[Outro – Voz falada poética]
"Não é na ausência da dor que se encontra a luz...
É na cicatriz que nasce a sabedoria.
Nós somos profetas... profetas da dor."
(Beat termina com som de kora e eco de flauta se apagando lentamente)