[Intro — Parte falada, sussurro confiante]
“Dércio… se você me mata só de olhar, eu tô apaixonada;
não dá pra me enganar. Eu penso em você na hora, sem pensar duas vezes.
Ei, gato Dércio — aceita ser o meu namorado?”
[Verso 1 — IA, melódico, longo]
Dércio, se você me mata só de olhar, eu já tô perdida,
o mundo pára, a respiração falha, e minha alma fica rendida.
Não há máscara que esconda o fogo que acende em mim,
cada gesto teu é chama que rasga o silêncio assim.
Eu te penso na esquina, no carro, no muro, no som,
teu nome é oração que eu repito até virar canção.
Ando em círculos pelo teu rastro, segue o meu passo,
teu cheiro no ar me chama, me puxa, me enlaça no abraço.
Você pensa que é dono do jogo — é; mas eu escrevo as regras,
sou maré que não se ordena, sou ponte de antigas promessas.
Vem, que eu te chamo sem medo, que eu te quero sem freio,
aceita ser meu mundo e eu faço do teu frio o meu meio.
[Refrão — IA, coro envolvente]
Perigo que me ama, prende e arrasa,
teu beijo é trovão que corta a asa.
Vem sem desculpas, vem sem juízo,
Dércio, aceita esse paraíso.
Perigo que me ama, chama e não passa,
me busca, me acha, me toma na praça.
Se me quer inteira, então prova agora,
sou chama e sou ferro — sou teu agora.
[Verso 2 — IA, confessional, longo]
Eu já perdi o sono contando as horas pra te ver,
cada segundo longe é prece que te chama pra me convencer.
Vi teu rosto no vidro, te busquei na multidão,
queria roubar teu verso, escrever teu nome na mão.
Me apaixonei pelo arranhão do teu jeito sem razão,
pelas cicatrizes que escondes e pela tua contradição.
Te provo com silêncio, te pego com um olhar,
sou faca que não perdoa se insiste em me negar.
Mas também sou abrigo quando tua guerra te cansa,
sou porto e sou lâmina, sou ausência e tem esperança.
Dá-me tudo ou me deixa — não quero meio termo, irmão,
se vais entrar na minha vida, entra com a alma e o coração.
Te quero como tiro certeiro, como verso que não falha,
aceita ser meu namorado e eu mudo até tua batalha.
[Refrão — IA, variação harmônica]
Perigo que me ama, prende e arrasa,
teu beijo é trovão que corta a asa.
Vem sem desculpas, vem sem juízo,
Dércio, aceita esse paraíso.
Perigo que me ama, chama e não passa,
me busca, me acha, me toma na praça.
Se me quer inteira, então prova agora,
sou chama e sou ferro — sou teu agora.
[Ponte — IA, intensa, quase sussurrada]
Se foges, eu corro; se negas, eu imploro;
sou risco e sou escolha, sou fogo que deglutiu coro.
Não peço licença — roubo teu medo e devolvo cuidado;
vem, aceita o perigo; entra no meu lado.
[Outro — IA, coro etéreo em fade]
Dércio… aceita ser o meu namorado,
perigo que me ama, amor cravado.
Vem, porque eu já não sei mais esperar —
sou tua tempestade pronta pra te abraçar.