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No Jardim da Vida — Reencontro by Neves

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No Jardim da Vida — Reencontro by Neves - MPB music cover art

No Jardim da Vida — Reencontro

MPB

0:004:35
Lyrics
Description

[Verso 1] Dois a dois caminhavam no lindo jardim, eu ali so a contemplar, solidao me afligia a dor no coraçao e o senhor nos altos ceus contemplou Pedra molhada, perfume de jasmim, passos que somem entre bancos e luar Uma vela na janela tremula, sombra e brilho no rosto do lugar Meu casaco esquecido no banco, memórias pingam como chuva no chão E eu, sentindo o mundo lento, aprendo a ouvir a própria respiração [Pré-Refrão] Sussurros de folhas sabem o nome da dor Um pandeiro distante marca o compasso do amor No peito, um fio de luz, breve e fino como corda de violão Deixo a palavra respirar, deixo a nota nascer na mão [Refrão] No jardim da vida, eu me reencontro No jardim da vida, eu me reencontro (Re-en-con-tro) Entre cheiro de jasmim e a madrugada que vem de mansinho No jardim da vida, eu me reencontro [Verso 2] Os casais desenham arcos de riso, seus passos são vela e canto Eu guardo no bolso um fruto de lembrança, com gosto de pranto e encanto Um banco rangido conta segredos de outono e de verão E na calçada molhada brilha, tímida, a promessa de uma canção [Pré-Refrão] Cada pétala caída tem um mapa pra recomeçar O vento traz uma história que me convida a ficar Fecho os olhos, sou rio, sou ponte, um eco que volta a soar A mão leve do tempo me convida outra vez a caminhar [Refrão — variação] No jardim da vida, eu me renovo No jardim da vida, eu me entrego ao novo (Re-n-o-vo) Entre velas e passos que lembram um porto, me permito mudar No jardim da vida, deixo o medo ir, deixo o amor me achar [Ponte] Há um brilho no alto da rua — é um clarão que não se vê, só se sente Como quem reza sem som, como quem aprende a ser contente As estrelas penduram histórias nas cordas do céu E mesmo a solidão vira ponte quando eu aceito ficar ao léu [Refrão Final] No jardim da vida, eu me reencontro No jardim da vida, eu me renovo, eu me encontro (Re-en-con-tro / Re-n-o-vo) Perfume de jasmim, pedra molhada, um violão que se põe a chorar No jardim da vida, eu caminho e sei: sempre é tempo de recomeçar [Final] Luz na janela, passos que se vão, e um vento que canta no portão Fico com a noite, levo no peito o calor da canção (E no silêncio da rua, o coração aprende a se abrir)