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Na Raiz do Musseque 2 by Julião

SongGPT
Na Raiz do Musseque 2 by Julião - Rap Estilo Angolano,Male Vocals music cover art

Na Raiz do Musseque 2

Rap Estilo Angolano,Male Vocals

0:002:56
Lyrics
Description
(Verso 1)
Cresci na terra quente, onde o sol não se esconde,
No musseque as vozes cantam, cada canto tem sua fonte,
Luta diária, no fio da navalha, passo firme sem medo,
No corpo a ginga, na mente o plano — eu sigo meu enredo.
Microfone amigo, rimando a dor e a esperança,
Histórias de esquina, crianças que sonham com mudança,
Samba na calçada, semba no coração aberto,
O rap é minha arma, é mapa, é caminho descoberto.
(Pré-Refrão)
Sente a batida, sente a ginga, a cidade respira,
A rua chama alto, cada rosto tem sua mira.
(Refrão)
Na raiz do meu bairro, onde a vida não se entrega (não)
Batida que levanta, a voz que sempre se declara
Sangue, suor e história — nossa rua é chama
Rap de Angola, é vida que não se apaga
(Na raiz do meu bairro, o coração não para)
(Verso 2)
No mercado a mãe chama, vende mandioca e coragem,
Vimos perder um irmão, mas a memória vira imagem,
Menino com bola na rua, sonho de virar artista,
Avó que reza à noite, fé que nunca desista.
Cena concreta: banca cresce, primeiro ganho, primeira festa,
A vitória é pequena, mas no peito nos resta,
Com microfone na mão eu faço o futuro voar,
Gritos de Cazenga, Maianga — ninguém vai nos calar.
(Pré-Refrão)
Sente a batida, sente a ginga, a cidade respira,
A rua chama alto, cada rosto tem sua mira.
(Refrão)
Na raiz do meu bairro, onde a vida não se entrega (não)
Batida que levanta, a voz que sempre se declara
Sangue, suor e história — nossa rua é chama
Rap de Angola, é vida que não se apaga
(Na raiz do meu bairro, o coração não para)
(Ponte)
É semba no pé, é kuduro no punho, é ginga que nos guia,
Tchalé que sorri na rua, resistência todo dia,
Do musseque pro mundo, levanto a bandeira, não nego,
Nossa rima é vitamina, é força, é apego.
(Refrão - variação)
Na raiz do meu bairro, onde a vida não se entrega (não)
Batida que levanta, a voz que se declara
Sangue, suor e história — nossa rua é chama
Rap de Angola, é vida que não se apaga
(Bridge)
Unidos pelo som, pela história que a mãe contou,
Cada verso é memória, cada rima é o que sobrou.
De Luanda a Viana, do musseque ao largo mar,
Nossa voz é trovão: vem escutar, vem levantar.
(Refrão - final)
Na raiz do meu bairro, onde a vida não se entrega (não)
Batida que levanta, a voz que sempre se declara
Sangue, suor e história — nossa rua é chama
Rap de Angola, é vida que não se apaga
(Na raiz do meu bairro, o coração não para)
(Outro)
De Luanda ao Cazenga, o som vai continuar,
Rap é nosso grito, pra nunca mais calar,
Na raiz do musseque, a verdade vai reinar,
Angola na batida, pronta pra voar.