[Verso 1]
Eu estava no inverno da minha vida,
E os homens que encontrei pelo caminho eram meu único verão.
À noite eu dormia e tinha visões de mim mesmo
Dançando, rindo e chorando com eles.
Três anos consecutivos em uma turnê mundial,
E minhas memórias deles foram as únicas coisas que me sustentaram,
E meus únicos momentos reais de felicidade.
[Verso 2]
Eu não era um cantor muito popular,
Que tinha o sonho de se tornar um belo poetista,
Mas uma série de eventos desafortunados destruiu esse sonho,
E o dividiu como um milhão de estrelas no céu noturno,
Para que eu fizesse pedidos a elas de novo e de novo,
Brilhantes e destruídas.
Mas eu não me importei, porque sabia que tudo que você quer e depois perde isso tudo,
É saber o que liberdade verdadeiramente é.
[Refrão]
[Entram as cordas e uma batida cadenciada, épica e triste]
Quando as pessoas que eu conhecia descobriram o que eu fazia e como eu vivia,
Elas me perguntaram "por quê?".
Mas não faz sentido falar com pessoas que já têm um lar,
Elas não têm ideia de como é procurar segurança em outras pessoas,
Procurar um lar onde você possa descansar a cabeça.
[Verso 3]
Sempre fui um menino incomum,
Minha mãe me disse que eu tinha alma de camaleão,
Nada de bússola moral apontando para o norte, nada de pessoas fixas,
Apenas uma determinação interna que era tão grande e oscilante como o oceano...
E se eu dissesse que não planejava as coisas desse jeito estaria mentindo,
Porque eu nasci para ser apenas a outra pessoa.
[Ponte]
[Crescendo instrumental - guitarras com distorção suave e violinos intensos]
Eu não pertencia a ninguém, eu pertencia a todo mundo,
Que não tinha nada, queria tudo com o fogo de cada experiência
E uma obsessão por liberdade que me acostumava tanto,
A ponto de que nem conseguia falar sobre isso...
Eu me empurro para um ponto nômade de loucura,
Que tanto me deslumbra quanto me deixava tanto.
[Verso Final - Clímax]
Toda noite eu costumava rezar para que encontrasse meu povo,
E finalmente encontrei, na estrada aberta.
Não tínhamos nada a perder, nada a ganhar, nada que desejássemos mais,
Exceto tornar nossa vida uma obra de arte.
Viva rápido, morra jovem, seja selvagem e se divirta!
Eu acredito num país que a América Latina costumava ser,
Acredito na pessoa que eu quero me tornar,
Acredito na liberdade da estrada aberta.
E o meu lema é o mesmo de sempre:
Eu acredito na bondade de estranhos.
E quando estou em guerra comigo mesmo, eu dirijo... eu só dirijo.
[Outro - Falado/Sussurrado]
Quem é você?
Você está em contato com todas as suas fantasias mais sombrias?
Você criou uma vida pra si mesmo ou você está livre para experimentá-las?
Eu criei!
Eu sou louco pra caralho!
Mas eu sou livre!