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Eu Mesmo Serei Meu Moçambique 2 by Ali

SongGPT
Eu Mesmo Serei Meu Moçambique 2 by Ali - Kizomba Acústica music cover art

Eu Mesmo Serei Meu Moçambique 2

Kizomba Acústica

0:003:35
Lyrics
Description
A casa que me criou, me abandonou O peito que me alimentou, me abandonou
Virou as costas pra mim Hoje eu caminho sem chão, sem direção
Ordenado a ser gentil Em terras que me nasceram
Sou estrangeiro na própria memória Cadê os citadinses que ninguém quer ver
Meu nome ecoa numa versão distorcida Que inventaram antes de me conhecer
Meu peito glama por um amor que desapareceu Minha alma grita por um povo que morreu
A saudade chora onde não pude voltar O passado chama mas não quer me abraçar
Filhos da minha mãe me veem como vilão Mas nunca ouviram minha versão
Me julgam pela história que não contei Me apontam pelos erros que não comente
Escondem-me nas luzes, expõem-me as dores E depois perguntam por que eu parti
Eu não lhes culpo Foram alimentados com meias verdades
Controlam a narrativa, controlam também as vontades
Espalham minhas fraquezas na praça Enquanto enterram minhas qualidades
E constroem um réu sem defesa Em todas as próprias realidades
Eu sofro tudo a mesma raiz Do mesmo sangue que correu
Mas a verdade foi silenciada Meu silêncio me condenou
Meu peito clama por um amor que desapareceu Minha criança internada pergunta o que eu fiz
A saudade chora onde não pude voltar Meu coração prende sozinho
A se curar
Filhos da minha mãe me veem como vilão Mas desconhecem minha missão
Se a verdade um dia vier à luz Talvez entendam quem eu fui
Não sou um monstro que criaram Sou só alguém que resistiu
Ser gentil não é não ter origem É ser expulso do próprio lar
Eu bati na ponta da memória E ninguém quer eu te escutar
Mas eu não vou viver feio Do silêncio que me feriu
Se a minha casa me levou Eu mesmo serei meu Moçambique
A saudade chora Mas não vai me parar
O amor que faltou Eu vou multiplicar
Se me chamam vilão na própria nação Eu escrevo outra versão
Filhos da minha mãe talvez um doberão Eu acusado só queria compreensão
E se nunca ouvirem a verdade Enfim, eu ainda sabia
De quem eu sou dentro de mim
Filhos da minha mãe