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Consciência que Vive 2 by Lilya

SongGPT
Consciência que Vive 2 by Lilya - Afrobeat/Soul Fusion,Female Vocals music cover art

Consciência que Vive 2

Afrobeat/Soul Fusion,Female Vocals

0:003:33
Lyrics
Description
[Intro – suave, profunda]
Consciência Negra…
Memória que resiste,
voz que não silencia…
Escuta.
---
[Verso 1 – firme, crescente]
Lembram só no mês marcado,
no calendário limitado,
mas o resto do ano inteiro
é silêncio programado.
Fingem que não veem,
fingem que não ouvem,
mas sempre tão prontos
pra julgar quem somos.
Nas escolas o apagão
é tinta branca na lição,
é retocar a nossa história
pra esconder quem tinha o dom.
Gênios negros apagados,
peles claras nos retratos,
Machado de Assis pintado
como alguém que nunca foi retratado.
---
[Pré-Refrão – suave, mas com força]
E nos disseram desde cedo
uma história torta, com medo.
Mas o berço da humanidade
pulsa forte dentro do nosso peito…
---
[Refrão – melódico, forte, marcante]
Nossa história não nasceu da escravidão,
viemos de reis e rainhas,
levamos reinos no coração.
Não apagaram nossa voz,
não calaram nossa raiz.
Consciência que vive, resiste,
e ainda insiste em ser feliz.
---
[Verso 2 – mais agressivo, ritmo mais rápido]
Tentaram quebrar o berço,
massacrar cada memória,
mas o sangue que carregamos
grita a verdade da história.
Séculos de dor na pele,
correntes, açoite, prisão,
e chamam de “bondade”
a assinatura da libertação.
Lei Áurea não foi gesto,
não foi amor, nem devoção.
Foi medo do levante,
do fogo aceso na revolta da mão.
Porque ninguém libertou ninguém,
se libertaram com coragem,
com o grito preso na garganta
explodindo em libertinagem.
---
[Pré-Refrão – voz grave, cadenciada]
E ainda tentam convencer
que tudo isso é passado,
mas o passado vive aqui,
anda com a gente ao lado…
---
[Refrão – melódico, mais aberto]
Nossa história não nasceu da escravidão,
viemos de reis e rainhas,
levamos reinos no coração.
Não apagaram nossa voz,
não calaram nossa raiz.
Consciência que vive, resiste,
e ainda insiste em ser feliz.
---
[Ponte – mais suave, espiritual]
É ferida e cura,
é tempestade e paz,
é choro que vira canto,
é dor que não volta atrás.
É luta, memória, futuro,
é o passo firme no chão,
é o nome dos que vieram antes
ecoando em cada geração.
---
[Verso 3 – agressivo e suave ao mesmo tempo]
Não cabe só em novembro,
não cabe num simples dia.
É ritmo, é sangue, é pulso,
é ancestral energia.
É o povo inteiro de pé,
ergendo a voz que faltou,
dizendo forte pro mundo:
“Nunca fomos o que você pintou.”
---
[Refrão Final – mais forte, para fechar]
Nossa história não nasceu da escravidão,
viemos de reis e rainhas,
levamos reinos no coração.
Não apagaram nossa voz,
não calaram nossa raiz.
Consciência que vive, resiste,
e ainda insiste em ser feliz.
---
[Outro – sussurrado, suave]
Consciência que não dorme…
Consciência que não some…
Consciência Negra é vida —
é quem fomos,
quem somos,
e quem seremos.